Sede
Tenho sede!
Bebo das águas cristalinas mas...
continuo com sede.
Por mais que ponha na minha boca
qualquer liquido,
continuo com sede!
Não consigo ficar saciada.
O deserto da vida consome-me
e não existe oásis que me valha
pois continuo sedenta.
Sedenta não sei bem do que
mas sabendo bem que falta tenho!
Estou a morrer aos poucos
pois esta sede vai secando as minhas entranhas
e nada consigo fazer!
Luto contra isso mas que posso eu fazer se
na procura da fonte da vida vou sucumbindo!
E as forças vão faltando...
Tenho sede!
Sede de afetos, de sentimentos,
de compreensão... é isso!
A minha sede não é física,
é uma sede mais profunda
que nos dias de hoje não encontra fonte
e por isso vou mirrando lentamente
na esperança de um dia alguém me dar de beber!
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