sexta-feira, 29 de novembro de 2013


Hoje não estou bem!

Sinto que algo ou alguma coisa me consome
E não sei o quê
 
Tenho a sensação de querer fugir
Mas não sei bem do quê.
Parece uma sombra negra que me aprisiona
E me asfixia sem dó nem, piedade
Não suporto esta sensação!
Não consigo entender qual a razão
Se razão existe para as coisas sem sentido
Ele não se deixa encontrar
E eu sucumbo como uma presa desesperada.
Não quero mais sentir
Se sentir implica ter presente estas sensações
Porque eu só quero o que sonhei
E nos meus sonhos não há lugar para retalhos de pesadelos.
Desenganem-se se pensam que penso que a vida é um mar de coisas boas
Sei que assim não é,
Nem sei bem porque,
E quando enfrentamos essas emoções,
Aquelas que ninguém quer,
Quase que desfalecemos desejando que tudo acebe de vez!
 
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Não me conformo!


Não posso conformar-me com aquilo que não desejei
mesmo sabendo que fui eu quem escolheu o caminho a seguir. 
Como posso eu aceitar as coisas da forma em que estão mesmo sabendo que só a mim podem ser imputadas todas as culpas?
É esta raiva de não ter aquilo que idealizei que me consome lentamente e me tira tempo de viver.
Não posso conformar-me... não posso! Não aceito uma vida que não é minha por vontade própria mas sou eu que faço parte dela
e a ela trouxe partes de mim.
O que é bom está sempre nas mãos dos outros e dificilmente podemos lá chegar,por esta ou aquela razão, nunca somos dignos de ter seja o que for  se não dermos , primeiro, valor a nós mesmos.
Será sempre assim, depois só nos resta  mergulhar no mar das lamentações e chorar sem mais poder, pensando que não fomos dignos de tais recompensas!

segunda-feira, 13 de maio de 2013


“ Não estamos no mundo das princesas”

Não podemos dizer que não aprendemos com os mais novos. Seja qual for a situação, todos podemos aprender qualquer coisa.

Numa conversa animada com o meu filho mais novo acerca de uma agressão a um colega de turma, ele refere que sentiu pena do mesmo pois estava inocente das acusações lhe eram imputadas.

Perguntei-lhe porque não fizera nada e ele, indignado, respondeu-me que não estamos no mundo das princesas onde tudo é bonito e perfeito e onde tudo corre bem. Sem poder dar resposta (sim, porque fiquei a matutar naquela frase) ele continuou, dizendo que, apesar de achar injusto, não podia fazer nada pois os outros eram maiores do que ele, não só em número como fisicamente, e se fizesse alguma coisa levaria por tabela por se estar a meter num assunto que não lhe dizia respeito. Além do mais, mesmo que chamasse algum colega para ajudar, não teria sucesso pois os colegas estão sempre sedentos destas guerras de recreio. Por outro lado, se fosse chamar um adulto seria logo apelidado de queixinhas ou bufo (títulos que ninguém, na escola, gosta de ter). E assim, ficou impotente, mesmo sabendo que o caminho certo estava ali tão perto e afinal nada pôde fazer!
Depois de tudo isto perguntei-lhe o que achava de tudo o que aconteceu e logo me respondeu que sabia perfeitamente que não estava a proceder bem mas as condicionantes da situação o impediram de fazer qualquer coisa. Refutei que poderia sempre fazer o que estava certo não valorizando o que os outros pudessem dizer mas ele respondeu que lá vinha eu com as minhas ideias do mundo perfeito (mundo das princesas) e que tinha de me convencer que isso não existe, que as pessoas não têm todas esses princípios que eu lhes ensino e que tinha de ver que a realidade é bem diferente!

Por fim e, consciente que quase tinha perdido esta batalha, perguntei-lhe apenas:
-Diz-me em que mundo gostarias de viver filho?
Ele disse apenas que eu não percebia, calou-se e ficou a olhar pela janela com uma expressão pensativa.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Desvaneios

 
Tem momentos na minha vida em que só me apetece desaparecer! Que parece que está tudo contra mim ou que, pior, ninguém se lembra de mime sou apenas mais um número em qualquer estatística despersonalizada.

Que raiva! Não gosto nada de me sentir assim. Não sou eu! Tento sempre criar um bom ambiente onde quer que me encontre e fazer com que tudo se passe da melhor forma, mas nestas alturas parece que está tudo completamente ao contrário e só quero ficar sozinha para libertar essa energia negativa e começar tudo do zero novamente.

O problema é que nem sempre se pode recomeçar do zero. As coisas acontecem e deixam marcas que não podem ser apagadas e, quer queiramos ou não, fazem parte de quem as fez. É assim….

Crise existencial? Talvez, não sei. Só sei que sermos entendidos pelos outros não é fácil. Na nossa cabeça até pode ser que sim mas se nos colocarmos no lugar do outro, se virmos as coisas do lado de fora. Podemos concluir que não é assim tão fácil. Cada um de nós somos um mundo … … … …
Continua...